A fratura por osteoporose resulta da soma "osso frágil + queda". Conhecer os fatores de risco ajuda a decidir quem deve fazer densitometria e a calcular o risco pelo FRAX. Eles se dividem em não modificáveis e modificáveis.

Fatores não modificáveis

  • Idade avançada — o fator isolado mais forte.
  • Sexo feminino.
  • Menopausa, principalmente precoce (antes dos 45 anos) ou cirúrgica (retirada dos ovários).
  • Fratura por fragilidade anterior — um dos melhores preditores de nova fratura.
  • História familiar, sobretudo fratura de quadril nos pais.
  • Etnia (maior risco em brancos e asiáticos) e baixa estatura / genética.

Fatores modificáveis

  • Baixo peso (IMC abaixo de 20) e perda de peso recente.
  • Tabagismo.
  • Álcool em excesso (3 ou mais doses por dia).
  • Sedentarismo e imobilização prolongada.
  • Baixa ingestão de cálcio e deficiência de vitamina D.
  • Uso de glicocorticoides (corticoides) e outros medicamentos.
  • Baixa ingestão de proteína e dieta inadequada.

Risco de quedas conta muito

Como a fratura depende da queda, prevenir quedas é parte do tratamento. Pesam aqui: sarcopenia e fraqueza muscular, problemas de equilíbrio e visão, uso de sedativos, pressão que cai ao levantar e ambiente inseguro (tapetes soltos, má iluminação).

O que fazer com essa informação

Quanto mais fatores de risco, mais cedo faz sentido investigar a saúde óssea. Muitos deles alimentam diretamente o FRAX, que transforma esses dados na probabilidade de fratura nos próximos 10 anos e ajuda a decidir sobre tratamento.

Referências:
  • FRAX — clinical risk factors, Universidade de Sheffield.
  • IOF — Risk factors. BHOF — Bone basics / Are you at risk.