O tratamento da osteoporose tem um objetivo central: evitar a primeira fratura — ou novas fraturas — preservando função e independência. Ele combina medidas de base (cálcio, vitamina D, exercício e prevenção de quedas) com medicamentos específicos, escolhidos conforme o risco de cada pessoa.

Quem tem indicação de medicamento

  • Quem teve fratura de quadril ou vértebra por fragilidade (independentemente do T-score);
  • T-score ≤ −2,5 na coluna, fêmur total ou colo do fêmur;
  • Osteopenia + FRAX acima do limiar de tratamento.

A base de todo tratamento

Cálcio, vitamina D e estilo de vida

Cálcio 1000–1200 mg/dia (de preferência da alimentação) e vitamina D 800–1000 UI/dia, com alvo de 25-OH-vitamina D ≥ 30 ng/mL. Somam-se exercício de força + impacto + equilíbrio, prevenção de quedas, parar de fumar e moderar o álcool. Sozinhos, cálcio e vitamina D não "tratam" a osteoporose estabelecida — são a base sobre a qual os medicamentos agem.

Os medicamentos, um a um

A lógica da sequência de tratamento

  1. No muito alto risco (fratura recente, T-score muito baixo), começa-se por um osteoformador (teriparatida ou romosozumabe): o ganho de osso é maior quando o anabólico vem primeiro.
  2. Sempre se segue o osteoformador com um antirreabsortivo (bifosfonato ou denosumabe) — sem isso, o ganho se perde em meses.
  3. O denosumabe nunca deve ser interrompido "solto": exige transição com bifosfonato para evitar o efeito rebote.

Importante

Nenhum medicamento para osteoporose deve ser iniciado, trocado ou suspenso por conta própria. A escolha e a duração são individualizadas pelo médico, com reavaliações periódicas (densitometria e, quando útil, marcadores ósseos CTX e P1NP).

Referências:
  • AACE/ACE 2020 — Postmenopausal Osteoporosis. Endocrine Society — Pharmacological Management.
  • Bone Health & Osteoporosis Foundation — Clinician’s Guide.