Quando se fala em osteoporose, quase sempre se pensa em mulheres. Mas a doença também atinge homens — e neles costuma ser subdiagnosticada e subtratada, com consequências mais graves.

Em resumo
  • Cerca de 1 em cada 4–5 homens acima de 50 anos sofrerá uma fratura por fragilidade.
  • Homens têm maior mortalidade após uma fratura de quadril do que mulheres.
  • A diretriz internacional ESCEO 2024 reforça rastrear e tratar homens de risco.
  • Medicamentos funcionam: o denosumabe reduziu a fratura de quadril em ~36% em homens.

Uma doença "de mulher"? Não só

Os homens fraturam menos que as mulheres, mas quando fraturam, o desfecho é pior: mais complicações e maior mortalidade. Ainda assim, poucos são rastreados. A diretriz baseada em evidências da ESCEO (2024) destaca que a avaliação e o tratamento da osteoporose precisam contemplar os dois sexos.

Quando investigar no homem

Recomenda-se densitometria em homens a partir dos 70 anos, e entre 50 e 69 anos quando há fatores de risco (fratura prévia, corticoide, tabagismo, álcool, baixo peso), ou após qualquer fratura por fragilidade. No homem, uma causa secundária muito comum é o hipogonadismo (testosterona baixa) — por isso a investigação de causas secundárias é essencial.

Tratamento também funciona em homens

Um grande estudo de mundo real em Taiwan mostrou que o denosumabe reduziu a fratura de quadril em cerca de 36% em homens — magnitude semelhante à observada em mulheres. Bisfosfonatos, ácido zoledrônico e anabólicos também são opções, conforme o risco.

Referências científicas

Estudos consultados (via Consensus). Os links levam aos artigos originais.

Importante

Este texto resume achados de estudos científicos com finalidade educativa e não substitui a avaliação médica individual. Condutas e medicamentos devem ser sempre definidos pelo seu médico.