O denosumabe é um anticorpo monoclonal — um dos tratamentos mais potentes para reduzir a reabsorção óssea, com aplicação cômoda a cada seis meses.
Como age
Bloqueia o RANKL, a proteína que ativa os osteoclastos. Sem RANKL, os osteoclastos não se formam nem sobrevivem, e a reabsorção óssea cai fortemente. Ele imita a ação da osteoprotegerina, um freio natural do organismo.
Via e posologia
60 mg por via subcutânea a cada 6 meses. É uma opção útil também para quem tem insuficiência renal, pois não é eliminado pelos rins (mas exige atenção ao cálcio).
⚠️ Nunca interromper sem transição
Este é o ponto mais importante do denosumabe. Ao suspender, ocorre um efeito rebote: o osso volta a ser reabsorvido rapidamente e há risco de múltiplas fraturas de vértebra em 6–12 meses. Por isso, não se deve atrasar as doses (limite de 7 meses entre elas) e, ao encerrar o tratamento, é obrigatório fazer a transição com um bifosfonato (em geral o ácido zoledrônico).
Efeitos adversos
Hipocalcemia (por isso corrige-se vitamina D e cálcio antes), infecções de pele (celulite) e, raramente, osteonecrose de mandíbula e fratura atípica — como nos bifosfonatos.
- Estudos sobre descontinuação/rebote do denosumabe (JBMR). AACE/ACE 2020.