A teriparatida é um osteoformador (anabólico): em vez de apenas frear a perda, ela constrói osso novo e melhora a arquitetura óssea.

Como age

É um análogo do paratormônio (PTH 1-34). Aplicado em pequenas doses uma vez ao dia, estimula os osteoblastos e predomina o efeito de formação óssea (diferente do estímulo contínuo, que reabsorveria osso).

Via e posologia

20 mcg por via subcutânea, uma vez ao dia, com caneta injetora. O uso foi historicamente limitado a cerca de 24 meses. Ao término, deve-se seguir com um antirreabsortivo, senão o ganho se perde.

Atualização regulatória

A agência americana (FDA) retirou, em 2020, o alerta de osteossarcoma e a limitação rígida de 2 anos — os dados de mundo real não confirmaram o risco em humanos. O tratamento pode ser mantido além de 24 meses se o paciente permanecer em alto risco.

Para quem

Osteoporose grave / muito alto risco: fraturas vertebrais múltiplas, falha de antirreabsortivos ou osteoporose grave por corticoide.

Efeitos adversos e contraindicações

Náusea, tontura, cãibras, elevação transitória do cálcio. Contraindicada em situações de risco ósseo aumentado: doença de Paget, fosfatase alcalina elevada sem explicação, radioterapia óssea prévia, metástases ósseas, hipercalcemia e hiperparatireoidismo primário.

Referências:
  • Teriparatida — mudança de bula 2020 (FDA). AACE/ACE 2020.